Este ano, o Brasil celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada a terceira melhor legislação do mundo sobre violência doméstica. A lei inovou ao legitimar a existência de diferentes tipos de abuso (físico, psicológico, sexual, patrimonial e moral) e ao prever mecanismos de enfrentamento a partir de diferentes frentes – a denúncia e punição, a educação nas escolas, as campanhas de prevenção, a reabilitação de agressores e o acolhimento das vítimas são alguns exemplos.

Passadas duas décadas, no entanto, a violência ainda é reduzida a ocorrências de agressão física e, seu enfrentamento, a uma questão de polícia. É para apresentar um contraponto a essa visão reducionista que a Gênero e Número, com apoio do Fundo Elas, criou a série Quando o corpo guarda a violência.
Nela, você encontrará três reportagens que provam com dados, histórias de sobreviventes e falas de especialistas que os efeitos da violência doméstica não acabam quando os abusos cessam, nem quando o agressor é denunciado e punido. As mulheres que passam por essa experiência têm mais risco de adoecer cronicamente e são mal-atendidas por um sistema de saúde que ainda não enxerga a violência como um fator relevante fora do espaço das delegacias e dos juizados.
Além disso, a Gênero e Número publicará ao longo do ano diversas entrevistas em profundidade que deem conta de diferentes facetas da violência. Muitas terão como ponto de encontro os números compilados no Mapa Nacional da Violência de Gênero, projeto da GN em parceria com o Senado Federal e o Instituto Natura que reúne diversas bases de dados sobre o tema em uma única plataforma. Vamos, juntas, desmistificar o que é violência de gênero e como enfrentá-la em sua totalidade.
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FONTE: https://www.generonumero.media/quando-o-corpo-guarda-a-violencia/












