Em 2026, o Território Mídias Brasil dá um passo estratégico com o lançamento de sua plataforma digital, voltada ao cadastramento de mídias periféricas de todo o Brasil.

Agência de Notícias das Favelas
A comunicação popular no Brasil vive um momento de virada histórica. Criado em 2025, o Território Mídias Brasil (TMB) se consolida em 2026 como um projeto nacional que conecta, informa e fortalece mídias periféricas, comunitárias e independentesde favelas, periferias e territórios tradicionais de todo o país.
O projeto nasce para enfrentar um desafio antigo vivido por comunicadores da base: o isolamento das iniciativas, a dificuldade de acesso à informação, às formações, às políticas públicas e aos recursos já existentes. Ao atuar em rede, o TMB cria pontes para que comunicadores das favelas deixem de atuar sozinhos e passem a integrar um movimento nacional de fortalecimento da comunicação comunitária.
Em 2026, o Território Mídias Brasil dá um passo estratégico com o lançamento de sua plataforma digital, voltada ao cadastramento de mídias periféricas de todo o Brasil. O ambiente reúne conteúdos jornalísticos em diferentes formatos, como podcasts, spots de rádio, matérias para sites de notícias, imagens e cursos.
Um dos principais diferenciais da plataforma é a oferta de 100 gigas de armazenamento, permitindo que os veículos publiquem conteúdos em rede nacional, ampliando visibilidade, alcance e impacto das narrativas produzidas a partir das periferias.
Além disso, a plataforma funciona como um ponto de encontro das mídias populares, facilitando o acesso a editais, políticas públicas, materiais de apoio e articulações em rede, criando condições reais para a sustentabilidade dos veículos comunitários.
Encontro nacional marca nova etapa da comunicação comunitária
O 7º Encontro Virtual do Território Mídias Brasil, realizado no dia 29 de janeiro, marcou oficialmente essa nova fase do projeto. O evento reuniu mais de 100 comunicadoras e comunicadores de favelas, periferias, comunidades tradicionais e diversos territórios do país.
Durante o encontro, foram apresentados os primeiros caminhos do TMB para 2026, com foco na organização dos veículos, acesso a recursos e fortalecimento da atuação em rede. A programação trouxe informações práticas sobre estruturação de projetos, captação de recursos e políticas públicas voltadas à cultura e à comunicação.
Marcos Cruz, da Mult Consultoria e Comunicação e colaborador do Jornal Atualize, destacou a importância do espaço.
“O TMB está fazendo história promovendo um encontro de comunicadores de várias regiões discutindo captação de recursos e a sustentabilidade financeira de veículos de comunicação popular.”
Já Paulo Almeida, coordenador da Agência de Notícias das Favelas (ANF), reforçou o impacto da articulação nacional.
“O encontro tem relevância quando abre espaço para a diversidade da comunicação comunitária, com representantes de vários veículos e territórios periféricos do Brasil. A troca de experiências retroalimenta nossas ações e mostra que estamos direcionados para o mesmo objetivo: o fortalecimento da Comunicação Comunitária.”

Paulo Almeida – Foto: Da Redação
Marcos Cruz – Foto: Nelson Brito
Formação prática fortalece mídias das periferias
A programação do encontro também apostou em formação prática. Anderson Meneses, diretor de Negócios e Tecnologias da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, apresentou um material voltado à estruturação de projetos de comunicação, mostrando como transformar ideias em iniciativas jornalísticas viáveis.
O conteúdo ficou disponível exclusivamente na plataforma do TMB, garantindo acesso prioritário às mídias periféricas cadastradas e aos participantes do encontro, reforçando o papel do projeto como ponte entre conhecimento técnico e a realidade dos territórios.
Na sequência, Liane Magali Preuss, cientista social e fundadora do Laboratório de Ação Social, compartilhou sua trajetória na comunicação comunitária e na captação de recursos. A fala apresentou caminhos possíveis para acessar editais, organizar projetos e fortalecer financeiramente iniciativas de mídia popular, um tema historicamente distante das favelas.
Encerrando o encontro, Wilken Sanches, do Coletivo Digital, trouxe informações fundamentais sobre Pontos de Cultura e Pontões de Cultura, explicando critérios das políticas públicas e destacando que, mesmo sem fins lucrativos, as iniciativas podem garantir sustentabilidade e continuidade às ações culturais e comunicacionais nos territórios.
Comunicação em rede fortalece territórios e amplia sustentabilidade
Para Dad Matos, coordenadora de comunicação do Território Mídias Brasil, o momento simboliza uma virada para o setor.








