O Plano Nacional de Educação, aprovado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, no final do ano passado, ganhou três emendas que chamam a atenção para a necessidade de se trabalhar melhor as relações de gênero na educação brasileira. As emendas, apresentadas pela deputada Marisa Serrano (PSDB/MS), procuram incluir no PNDE ações que visibilizem as desigualdades de gênero na educação e os problemas relacionados a ela. Uma delas propõe a inclusão nas estatísticas educacionais de informações acerca do gênero em cada categoria de dados coletados. Outra visa a inclusão da problemática de gênero nos programas de formação de docentes. As emendas propõem ainda a inclusão de informações sobre o trancamento de matrículas ou abandono motivado por gravidez, no questionário que acompanha o "provão".
Outras duas emendas apresentadas (que propunham a eliminação de textos discriminatórios dos livros didáticos e sugeriam a promoção de imagens não estereotipadas de homens e mulheres na TV Escola) não foram aceitas pelo relator, deputado Nelson Marchesan (PSDB/RS).
Para entrar em vigor, o Plano deve ainda ser votado por mais três comissões da Câmara e passar pela aprovação do Senado.









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