Após um primeiro turno marcado pela vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva, o cientista político Josué Medeiros avalia que a extrema direita brasileira entrou em fase de consolidação e segue demonstrando força mesmo fora do governo. Em entrevista à RFI, ele afirma que o bolsonarismo se enraizou como movimento social, aponta as mulheres como grupo decisivo da disputa e vê no segundo turno um cenário ainda aberto, apesar da liderança inicial do candidato do PL.

A reportagem é de Márcia Bechara, publicada por Rfi, 13-10-2026.
A liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno recolocou no centro do debate uma questão que ultrapassa o resultado imediato das urnas. Para o cientista político Josué Medeiros, da UFRJ, a eleição de 2026 consolidou a transformação do bolsonarismo em uma força social duradoura, capaz de manter vigor eleitoral mesmo fora do Palácio do Planalto. O fenômeno ajuda a explicar a surpresa das pesquisas, o peso do voto feminino e as incertezas que ainda cercam o segundo turno.
Uma força que atravessa eleições
A vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno não surpreendeu Josué Medeiros. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o desempenho do candidato do PL é mais um capítulo de uma trajetória iniciada há cerca de uma década e que atravessou mudanças de governo, derrotas, vitórias e sucessivas disputas eleitorais.
Na avaliação do pesquisador, a extrema direita brasileira alcançou um grau de estabilidade que já não permite tratá-la como fenômeno conjuntural. "A extrema direita no Brasil está consolidada", afirma. Segundo ele, esse processo começou a se organizar entre 2015 e 2016 e continuou crescendo nos anos seguintes.
Medeiros argumenta que parte da direita tradicional acreditou que seria capaz de canalizar esse sentimento político e mantê-lo sob controle. O resultado, porém, foi diferente. "A direita tradicional achou que poderia conter esse sentimento, poderia se aproveitar disso", observa. Desde então, acrescenta, o campo bolsonarista demonstrou força eleitoral nas eleições de 2018, 2020, 2022, 2024 e agora em 2026.
Há, segundo ele, um padrão recorrente nesse desempenho. "A gente brinca que o bolsonarismo é um time de chegada, é um time de reta final", diz. Trata-se, na sua leitura, de um eleitorado que costuma crescer nos momentos decisivos da campanha e que apresenta características sociais relativamente estáveis, com forte presença masculina e ligação expressiva com o agronegócio.
Mais que um partido, um movimento
Para Medeiros, compreender o bolsonarismo apenas como estrutura eleitoral ou partidária já não é suficiente para explicar sua permanência. Embora observe que esse campo político ainda não tenha criado uma legenda própria, ele enxerga um grau de enraizamento social e cultural que vai além das disputas institucionais. "Do ponto de vista cultural, do ponto de vista social, do enraizamento, é um movimento", afirma.
Essa característica ajuda a explicar por que parte significativa de seus apoiadores permanece fiel mesmo após anos de intensa polarização. Para os eleitores mais identificados com o movimento, diz o pesquisador, acontecimentos conjunturais tendem a ter pouca capacidade de alterar preferências.
Isso não significa, porém, que toda a disputa esteja cristalizada. Medeiros estima que exista uma parcela menor do eleitorado ainda sujeita a mudanças. "Você tem aí uns 10% do eleitorado que oscila", afirma. É nesse universo que, segundo ele, as campanhas concentram boa parte de seus esforços no segundo turno.
Questionado sobre análises segundo as quais Flávio Bolsonaro poderia explorar um discurso de ingovernabilidade caso Lula fosse reeleito, Medeiros demonstra ceticismo quanto ao potencial eleitoral dessa estratégia. Na sua avaliação, o argumento encontra mais ressonância em segmentos específicos do que entre os eleitores comuns. "Esse argumento é um argumento mais para o empresariado, para a elite jurídica", afirma. O eleitor médio, diz, dificilmente fará esse tipo de cálculo institucional ao decidir seu voto.
O cientista político enxerga inclusive uma possibilidade inversa. Segundo ele, a campanha petista pode transformar essa discussão em um ativo político ao destacar os possíveis efeitos de uma concentração de poder nas mãos do adversário. "Se o Flávio Bolsonaro ganhar, ele vai ter todos os instrumentos na mão para mudar as instituições brasileiras", argumenta.
Abstenção como 'nova normalidade'
O elevado número de ausências registrado no primeiro turno foi apontado por parte dos analistas como um dos elementos mais relevantes da eleição. Medeiros, porém, prefere uma interpretação mais cautelosa. Para ele, os dados não indicam necessariamente uma grande desmobilização do eleitorado brasileiro. O pesquisador lembra que a diferença em relação ao último pleito presidencial foi relativamente pequena. Segundo os números citados por ele, a abstenção passou de 20,95% em 2022 para 21,5% em 2026.
Por isso, sua conclusão é menos dramática do que parte das análises difundidas após a votação. "É mais uma nova normalidade eleitoral", resume.
O peso das mulheres
Se houve um grupo decisivo no primeiro turno, Medeiros acredita que ele já estava diante dos analistas desde a eleição anterior. "Quem foi decisivo para a eleição já tinha sido assim em 2022. São as mulheres", afirma.
Segundo ele, o recorte de gênero tornou-se uma das clivagens mais importantes para compreender o comportamento eleitoral contemporâneo, tanto no Brasil quanto em outras democracias. "As mulheres rejeitam mais a extrema direita, os homens aderem mais", resume. Na leitura do pesquisador, é justamente essa diferença que torna o eleitorado feminino particularmente relevante em disputas equilibradas. Mulheres seriam, segundo ele, mais pendulares e mais abertas a rever escolhas ao longo da campanha.
Ao tentar explicar a perda de aproximadamente 4 milhões de votos de Lula entre 2022 e 2026, Medeiros aponta essa hipótese como um caminho de investigação. Embora ressalte que os dados ainda precisarão ser consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral, ele considera possível que parte importante desse movimento tenha ocorrido justamente entre eleitoras. "Provavelmente a gente ainda vai ter que estudar os dados depois da eleição", ressalva. Ainda assim, afirma que as mulheres "podem ser um fio decisivo para o resultado do segundo turno".
Insatisfação com governo Lula
A liderança obtida por Flávio Bolsonaro também provocou uma revisão de expectativas construídas durante a campanha. Para Medeiros, o choque não atingiu apenas partidos e militantes de esquerda. "Não foi só o campo progressista. Os institutos de pesquisa não viram", afirma.
Segundo ele, praticamente todas as pesquisas indicavam um cenário de vantagem para Lula às vésperas da votação. Quando o resultado das urnas apresentou direção oposta, o impacto foi generalizado. Uma das explicações, afirma, está no voto útil concentrado nos momentos finais da campanha. Mas essa não seria a única variável em jogo.
O cientista político acredita que também houve um grau de insatisfação com o governo Lula que escapou à mensuração dos levantamentos eleitorais. "Por que o presidente Lula perdeu quatro milhões de votos em quatro anos? Isso é mais difícil de entender", observa. Na sua avaliação, parte da resposta passa justamente por esse sentimento de descontentamento.
Quando imagina como a disputa de 2026 poderá ser estudada daqui a uma década, Medeiros evita previsões definitivas e lembra que o significado histórico da eleição dependerá também do resultado do segundo turno. Ainda assim, identifica desde já alguns elementos marcantes.
"É uma eleição que a extrema direita mostra força estando fora do governo", afirma.
Outro aspecto que considera fundamental é o caráter anti-sistema da disputa. "Acho que esse elemento é muito importante", diz, apontando esse traço como uma das possíveis marcas históricas do pleito.
A aposta numa virada
O professor arrisca uma previsão: uma virada de Lula. Sua expectativa tem uma dimensão política explícita, ligada à "defesa da democracia", mas também se apoia em um cálculo eleitoral. Flávio Bolsonaro, afirma, enfrenta uma rejeição elevada, que tende a se tornar mais visível numa disputa direta entre dois candidatos.
Medeiros associa essa dinâmica a um padrão internacional, segundo o qual um segundo governo de extrema direita costuma ser pior do que o primeiro. A avaliação reforça sua preferência por uma vitória de Lula, mas não é o único elemento de sua projeção. Para ele, a concentração dos votos no segundo turno pode ampliar o peso da rejeição ao candidato do PL.
“Eu brinco que é uma final de campeonato, uma final de Copa do Mundo, e aí quem está com a maior rejeição tende a sair prejudicado e hoje a rejeição do Flávio Bolsonaro é maior”, afirma.
Leia mais
- Eleições 2026: o desafio é superar o neoliberalismo para salvaguardar a civilidade. Entrevista especial com Juarez Rocha Guimarães
- Inspiração de Flávio Bolsonaro, governo Milei registra fechamento de 32 mil empresas em menos de 3 anos
- PF aponta Flávio Bolsonaro como usuário master de conta ligada a jato de Vorcaro
- Encontro de cardeal de Brasília com Flávio Bolsonaro contraria recomendação da CNBB e incomoda bispos: ‘Foi apoio político’
- PUC-Rio cancela protesto contra Lula e suspende eventos político-partidários no campus
- Democracia x Barbárie: o futuro do Brasil nas Eleições 2026. Destaques da Semana no IHUCast
- Por que o resultado das eleições não deve surpreender?
- Eleições 2026: a ascensão da extrema-direita ameaça a Constituição. Entrevista especial com Robson Sávio
- O que explica a onda conservadora nas eleições de 2026
- As eleições no Brasil: uma derrota para a humanidade. Artigo de Eliane Brum
- De possíveis alianças à abstenção: o que pode acontecer no segundo turno das eleições brasileiras após a vitória de Flávio Bolsonaro? Artigo de Bernardo Gutiérrez
- 1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira
- Transe democrático: “Enquanto a extrema-direita for viável, eleições terão risco de desconstrução da ordem”. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel
- Crise do STF e eleições: entre a deslegitimação da política e a radicalização da extrema-direita. Entrevista especial com Jorge Chaloub
- A classe média decidirá a eleição. Artigo de Frei Betto
- PEC 6x1: o que defendem Lula e Flávio Bolsonaro
- A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização: a falsa modernização contra o fim da escala 6x1 e a redução da jornada
- O que diz a PEC que propõe fim da escala de trabalho 6x1
- Afinal, a oposição é a favor da redução da jornada de trabalho? Artigo de Heitor Scalambrini Costa
- Dossiê Fim da escala 6x1: Viabilidade econômica para a redução da jornada de trabalho no Brasil. Artigo de Isadora Scheide Muller e Cássio da Silva Calvete
- Dossiê fim da escala 6x1: Tempo para aprender, tempo para viver: A redução da jornada de trabalho como condição para o direito à qualificação profissional no Brasil
- "Para a extrema direita, professores e estudantes são os inimigos a retaliar". Entrevista com Paulo Sérgio Pinheiro
- Rodrigo Nunes: ‘Extrema direita se tornou profissão de influencer’
- O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez
- A extrema-direita conquista a Europa: do poder nacional à Internacional Trumpista. Artigo de Eric Toussaint
Bolsonaristas ameaçam invadir Terras Indígenas se Flávio Bolsonaro ganhar eleição

Caso mais emblemático ocorreu na TI Apyterewa, que tem longo histórico de violência e viveu pico de desmatamento no governo Jair Bolsonaro.
A reportagem é publicada por Climainfo, 13-09-2026.
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) ao fim do 1º turno das eleições presidenciais já atiçou os criminosos de plantão, certos da impunidade caso o filho de Jair Bolsonaro seja eleito. Em áudios e relatos reunidos pela Folha, fazendeiros dizem que invadirão territórios indígenas na Amazônia caso Flávio vença o pleito no dia 25 de outubro.
O caso mais emblemático até agora aconteceu no Pará, na TI Apyterewa, próxima ao rio Xingu, que tem um longo histórico de violência e viveu um pico de desmatamento durante o (des)governo de Jair Bolsonaro. Pecuaristas chegaram a construir uma pequena cidade dentro da Área Protegida, conhecida como Vila Renascer.
Oito áudios revelam ameaças de invasão ao território onde vivem os Parakanãs — Povo de recente contato com não indígenas e, por isso, mais vulnerável — previstas para o próximo dia 25 e citam Flávio Bolsonaro. Os recados foram enviados por WhatsApp a indígenas por moradores da região nos últimos dias.
Nos áudios, moradores relatam maior circulação de motos e caminhonetes e dizem que fazendeiros compram lonas e materiais de roça para iniciar uma invasão após o 2º turno. As mensagens orientam os indígenas a evitar áreas onde pecuaristas já preparam o solo para pastagens e plantações e sugerem que os Parakanãs deixem a região.
As mensagens dizem que os fazendeiros aguardam o dia da eleição para entrar na TI e construir suas fazendas lá dentro, diante da expectativa de que Flávio, caso vitorioso, e o já eleito governador do Pará, Dr. Daniel (Podemos), retirem o território do Povo Parakanã e o passem aos pecuaristas da região. A campanha de Flávio foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem. A atual gestão estadual do Pará também não se posicionou. E o Dr. Daniel disse, por meio de sua assessoria, que não comentaria.
O material é de conhecimento dos órgãos de inteligência do governo federal, que também apuram se a onda crescente de incêndios florestais no território foi provocada propositalmente por fazendeiros. Um agente da Polícia Federal, que não quis se identificar, disse que as informações de inteligência sobre as ameaças aos Parakanãs são sólidas e preocupantes.
Os áudios e as ameaças foram pauta da reunião do Comitê de Desintrusão do governo Lula na semana passada. “Durante a reunião, o Comitê deliberou pelo reforço das ações de segurança, incluindo o aumento do efetivo mobilizado, a fim de intensificar a manutenção da desintrusão e prevenir novas ocupações ilegais”, afirmou, em nota, o https://www.ihu.unisinos.br/categorias/625228-como-funcionara-o-inedito-ministerio-dos-povos-indigenas&sa=U&ved=2ahUKEwioiYuWnbmXAxW7L7kGHTyPMw0QFnoECAYQAg&usg=AOvVaw3--4JdO4dlTRwui1sKtgnr&fexp=121877338,121877336" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style="margin: 0px; padding: 0px; list-style: none; color: rgb(252, 107, 1); font-weight: normal;">Ministério dos Povos Indígenas.
Dados de desmatamento do INPE mostram que a área desmatada na TI Apyterewa foi de 18,9 km² em 2018 para 85,3 km² em 2019, no primeiro ano da gestão bolsonarista, e bateu o recorde em 2022, com 102,2 km² destruídos. Em 2023, no primeiro ano do governo Lula, despencou para 20,6 km².
🔍 Adicione o Instituto Humanitas Unisinos – IHU às suas fontes favoritas do Google
A Terra Apyterewa também é um dos territórios objeto da https://www.ihu.unisinos.br/categorias/661637-ruralistas-usam-atos-da-funai-sob-bolsonaro-para-manter-invasores-de-terra-indigena-em-ro&sa=U&ved=2ahUKEwiVlNuonbmXAxV1rZUCHZ55PNoQFnoECAgQAg&usg=AOvVaw24Q9WwfiCam5hpJ-H-Fir3&arm=e&fexp=121877338,121877336" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style="margin: 0px; padding: 0px; list-style: none; color: rgb(252, 107, 1); font-weight: normal;">Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709. Em 2020, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ordenou que o governo federal expulsasse invasores das áreas indígenas — determinação que Bolsonaro não cumpriu.
A desintrusão só começou em 2023, com Lula de volta à Presidência da República, com reação violenta dos fazendeiros, que realizam periodicamente emboscadas contra operações de retirada do gado ilegal. Pontes dentro da área foram derrubadas para inviabilizar a passagem dos agentes. Um servidor da https://www.ihu.unisinos.br/categorias/669719-relatorio-violencia-contra-povos-indigenas-no-brasil-2025-aumento-de-conflitos-territoriais-refletiu-cenario-de-ataques-e-desidratacao-dos-direitos-indigenas&sa=U&ved=2ahUKEwi2u5nDnbmXAxXFppUCHQKAPFYQFnoECAYQAg&usg=AOvVaw1RuMv5ZliT2asQzyurLbbH&fexp=121877338,121877336" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style="margin: 0px; padding: 0px; list-style: none; color: rgb(252, 107, 1); font-weight: normal;">FUNAI foi baleado no final de 2023, e um contratado do IBAMA foi morto em 2025.
Nos últimos meses, o clima eleitoral voltou a acirrar os ânimos na região, segundo autoridades. Os focos de incêndio explodiram nas últimas semanas, e investigadores suspeitam de queimadas propositais. Segundo dados do INPE compilados pelo Programa Xingu, o número passou de 41 em julho para 626 em agosto e para 1.007 no mês passado.
Homologada em 2007, a Terra Indígena Apyterewa fica em São Félix do Xingu (PA), ocupa 773 mil hectares e abriga mais de mil Parakanãs de recente contato.
Brasil de Fato, Revista Fórum, DCM, Brasil 247, BNC Amazonas e Opera Mundi repercutiram a ameaça de invasão à TI Apyterewa caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.
Leia mais
- Muita soja e demarcação zero: os planos de Flávio Bolsonaro para Terras Indígenas
- Assim como seu pai, Flávio Bolsonaro mente e exagera sobre clima e meio ambiente
- Território Apyterewa já tem mais invasores que indígenas
- Conflito em retirada de invasores da Terra Indígena Apyterewa deixa um morto
- Relatório Violência Contra Povos Indígenas no Brasil – 2025: aumento de conflitos territoriais refletiu cenário de ataques e desidratação dos direitos indígenas
- Cresce violência contra os povos indígenas no Brasil
- São Félix do Xingu: síntese do Brasil do desmatamento e das grandes fazendas de gado. Entrevista especial com Núbia Vieira Cardoso
- Invasores colocam fogo em terra indígena mais desmatada do país para manter pastos ilegais
- Governo hesita em expulsar invasores da terra indígena Apyterewa, a mais desmatada no país
- Povo Parakanã denuncia ao governo federal novas invasões na TI Apyterewa
- Parakanã denunciam ataque de pistoleiros em terra indígena mais desmatada do país
- Povo Parakanã cobra BNDES por reflorestamento de território devastado no Pará
- Gado e garimpo avançam no território dos Parakanã, um dos mais desmatados da Amazônia










Uma coletânea de artigos escritos por parceiras estratégicas da CFEMEA e que construíram conosco nossas principais lutas políticas ao longo dos últimos 30 anos. 


1989-2026 - Todas as publicações do Cfemea podem ser copiadas e publicadas em outros portais, utilizadas em processos formativos e para o fortalecimento do movimento feminista, pedimos somente que a fonte seja citada. As produções de outras entidades podem requer autorização das mesmas. O Portal do Cfemea foi desenvolvido utilizando o CMS Joomla com licença GNU - software livre.